
O que uma revista consegue guardar
São 25 anos de memórias guardadas pelas nossas páginas
17/09/2026por Revista VisualA primeira vista, para a maioria das pessoas, uma revista talvez sejam apenas páginas. Papel, fotografias, textos, nomes, anúncios e acontecimentos que, em algum momento, ocuparam espaço entre uma capa e outra. À segunda vista, a revista se transforma. Nomes, rostos, empresas, passam a ter reconhecimento do leitor, a serem vistos e lembrados. Mas é na terceira vista que tudo muda. Aquele leve reconhecimento passa a ser uma lembrança de quem ajudou a construir a cidade.
As primeiras capas da Revista Visual.
Mas quanto mais profundo se olha, quando se volta a mexer em algumas páginas dá para perceber que uma revista pode guardar muito mais do que aquilo que foi publicado. Ela pode guardar um tempo. Uma cidade.Pessoas que fizeram parte dela.
Nos 25 anos de Revista Visual, foram mais de 11 mil páginas que contaram histórias, abraçaram pessoas, registraram e acompanharam empresas da cidade e região. Em 2001, quando a Visual começava sua trajetória, fazer jornalismo era diferente. A informação não chegava ao leitor pela tela do celular. As fotografias não eram feitas pensando em um feed. As histórias não precisavam disputar espaço com vídeos de poucos segundos. Havia o papel. Havia o tempo da apuração, da fotografia, da escrita, da edição e da impressão. E, depois de tudo isso, enfim havia a revista nas mãos do leitor.
Ao longo dos anos, as páginas da Visual acompanharam as transformações de Guarapuava.
Rostros que mudaram. Empresas que cresceram, mudaram de endereço ou deixaram de existir. Eventos que marcaram épocas. Lugares que foram transformados. Personalidades que passaram pelas páginas e ajudaram a construir a história da cidade.
Cada fotografia registra mais do que aquilo que aparece diante da câmera. Registra uma época, jeito de vestir, um lugar, uma geração. Uma cidade que, muitas vezes, já não existe da mesma maneira e talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores possibilidades da Revista Visual: guardar aquilo que o tempo naturalmente levaria embora.
As primeiras edições mostram como era Guarapuava décadas atrás. Uma capa pode fazer alguém lembrar de uma pessoa. Uma fotografia pode revelar uma rua antes de uma transformação.Uma matéria pode recuperar um acontecimento que, com o passar dos anos, deixou de fazer parte da conversa cotidiana. As nossas páginas passam a funcionar como pequenos fragmentos de memória.
E, entre esses registros, também estão aqueles que ganharam espaço por meio do Prêmio Visconde de Guarapuava.Ao reconhecer pessoas, empresas e iniciativas, o prêmio também passou a fazer parte desse arquivo construído ao longo dos anos. Porque registrar uma trajetória também é reconhecer que ela fez parte de um determinado momento da cidade.
O que uma revista consegue guardar? Uma cidade.
Ou, pelo menos, os fragmentos dela que o tempo não conseguiu apagar.


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