Fonte: ESPNEsporte

Contagem regressiva para o início da Copa do Mundo Feminina de 2023

Maior competição de futebol feminina do planeta acontece de 20 de julho a 20 de agosto na Austrália e Nova Zelândia.

19/07/2023por Revista Visual

A Copa do Mundo feminina chega a sua nona edição para o maior torneio de todos os tempos. Literalmente. Pela primeira vez na história, 32 seleções vão disputar o tão sonhado título.

O Mundial começa nesta quinta-feira, 20, e vai até o dia 20 de agosto, em dois países diferentes: Austrália e Nova Zelândia. A expectativa é de recordes de público sendo quebrados na Oceania.
As maiores estrelas do futebol mundial estarão reunidas nesse período. Entre elas, Marta, eleita seis vezes a melhor jogadora do planeta, que chega para sua sexta e última Copa aos 36 anos.

Para impedir que Marta coroe seu ciclo na seleção brasileira com a taça inédita, nomes como Alexia Putellas (Espanha), Alex Morgan (Estados Unidos), Sam Kerr (Austrália) e Lucy Bronze (Inglaterra) prometem também brilhar em suas respectivas seleções. Portanto, olho nelas!

 

OS GRUPOS

  • GRUPO A: Filipinas | Noruega | Nova Zelândia | Suíça
  • GRUPO B: Austrália | Canadá | Irlanda | Nigéria
  • GRUPO C: Costa Rica | Espanha | Japão | Zâmbia
  • GRUPO D: China | Dinamarca | Haiti | Inglaterra
  • GRUPO E: Estados Unidos | Holanda | Portugal | Vietnã
  • GRUPO F: Brasil | França | Jamaica | Panamá
  • GRUPO G: Argentina | Itália | Suécia | África do Sul
  • GRUPO H: Alemanha | Colômbia | Coreia do Sul | Marrocos

 

FAVORITAS E FIGURANTES

Em busca de seu quinto título da Copa do Mundo, os Estados Unidos, atuais campeões, despontam entre os favoritos novamente e podem conseguir também algo inédito: o tricampeonato mundial consecutivo.

A Inglaterra, que venceu a Eurocopa em 2022, também chega forte na briga pela taça, embora tenha perdido jogadoras importantes, como a ex-capitã Leah Williamson e Beth Mead por causa de lesões.

Com o novo técnico Herve Renard, a França promete dar bastante trabalho liderada pelas experientes Wendie Renard e Eugénie Le Sommer, maior artilheira da história do país. A equipe, que está no mesmo grupo do Brasil, aparece entre as favoritas mesmo após enfrentar turbulências na preparação, com ameaça de boicote que levou à troca de comando e também lesões, de Delphine Cascarino e Marie-Antoinette Katoto.

Uma ''renovada'' Alemanha, número 2 do ranking da Fifa, também entra nessa lista de times que prometem brigar pelo título.

Espaço para surpresas? Raramente na história das Copas elas chegam até a conquista, mas é bom não fechar os olhos...

O Brasil, por exemplo, não entra no grupo dos favoritos, mas tenta surpreender em sua nona participação, após duas edições sem conseguir passar das oitavas de final. A aposta para 2023 está na mescla de jovens talentos com algumas veteranas, todas sob o comando da técnica Pia Sundhage, duas vezes campeã olímpica.

Quem também corre por fora é a Austrália, que espera contar com o apoio de sua torcida e com o brilho de Sam Kerr para levantar o troféu em casa. Já a Espanha quer chegar à primeira final e tem um importante trunfo para isso: Alexia Putellas, atual melhor do mundo.

E as figurantes? Esta edição da Copa terá oito estreantes. Vietnã, Panamá, Filipinas, Haiti, Marrocos, Portugal, Irlanda e Zâmbia fizeram história ao garantirem classificação para o Mundial, mas não devem dar dor de cabeça aos adversários...

 

JOGOS IMPERDÍVEIS

É verdade que os horários de muitos jogos serão um tanto quanto ingratos para os brasileiros, com alguns começando até de madrugada, mas a fase de grupos tem duelos interessantes que valem a pena ficar acordado para não perder.

Brasil e França vão reeditar, por exemplo, as oitavas de final da última Copa, quando as francesas, então anfitriãs, aplicaram 2 a 1 e eliminaram as brasileiras do torneio. Agora, a equipe verde e amarela terá a chance de ''dar o troco'' no dia 29 de julho, um sábado, às 7h (de Brasília), em duelo que deve definir quem se classificará na liderança do grupo F.

Os Estados Unidos, atuais campeões, também terão duelo difícil ainda na primeira fase contra a Holanda no dia 26 de julho, às 22h (de Brasília).

Por fim, vale ficar de olho no jogaço envolvendo outras duas potências do futebol feminino: Inglaterra e Dinamarca se enfrentam no dia 28 de julho, às 5h30 (de Brasília).

 

VEJA TAMBÉM: o calendário completo do Mundial
 

MILHÕES EM JOGO

Além do cobiçado troféu de campeão mundial, uma bolada milionária também estará em jogo.

Ao todo, a Fifa vai pagar a maior premiação da história do torneio para as seleções participantes: US$ 110 milhões (cerca de R$ 527 milhões). Desse montante, US$ 61 milhões (R$ 292 milhões) será distribuído entre as equipes, enquanto US$ 49 milhões (R$ 235 milhões) serão pagos diretamente às jogadoras individualmente, algo inédito até então.

Embora o valor total pareça alto, já que é três meses maior do que a premiação do Mundial feminino de 2019 e dez vezes maior do que o de 2015, nem se compara com o que foi desembolsado pela entidade na Copa do Mundo do Qatar em 2022. Na ocasião, a Fifa distribuiu US$ 440 milhões (aproximadamente R$ 2,11 bilhões), quase 35% mais do que a premiação do torneio feminino.

Neste ano, a seleção campeã do mundial feminino embolsará US$ 4,29 milhões (R$ 20,6 milhões), enquanto a vice vai ficar com US$ 3 milhões (R$ 14,4 milhões).

 

Veja abaixo as premiações fase a fase:

•    Fase de Grupos = US$ 1,56 milhão (R$ 7,5 mi)
•    Oitavas de final = US$ 1,87 milhão (R$ 9 mi)
•    Quartas de final = US$ 2,18 milhões (R$ 10,5 mi)
•    4º lugar = US$ 2,455 milhões (R$ 11,8 mi)
•    3º lugar = US$ 2,61 milhões (R$ 12,5 mi)
•    Vice-campeã = US$ 3,015 milhões (R$ 14,5 mi)
•    Campeã: US$ 4,29 milhões (R$ 20,6 mi)

 

A COPA DO MUNDO EM NÚMEROS

•    Maior campeão: Estados Unidos, com 4 títulos
•    Mais vezes finalistas: Estados Unidos, com 5 finais
•    Maior artilheira: Marta, com 17 gols
•    Mais jogos disputados: Kristini Lilly, com 30 jogos
•    Mais Copas disputadas: Formiga, com 7 (1995, 1999, 2003, 2007, 2011, 2015 e 2019)
•    Mais velho a disputar uma Copa: Formiga, com 41 anos e 112 dias no Mundial de 2019