Tecnologia

Brainrot: a epidemia digital que preocupa especialistas

10/07/2024por Revista Visual

A cultura digital contemporânea está testemunhando um fenômeno alarmante conhecido como "brainrot", um termo que descreve a deterioração mental associada ao consumo excessivo de conteúdo de baixo valor na internet, como memes e vídeos desprovidos de significado.


Em um mundo onde a conectividade é onipresente, o "brainrot" ganha destaque como um efeito colateral do comportamento online compulsivo, especialmente entre os jovens da Geração Z e Alpha. Esses grupos são os principais consumidores de conteúdos virais que são muitas vezes trivialidades da vida cotidiana transformadas em entretenimento fugaz.


O termo "brainrot", embora não seja científico, captura a preocupação crescente com os impactos negativos do consumo desenfreado de mídia digital. Ele sugere que a exposição prolongada a conteúdos de baixo valor pode prejudicar a capacidade cognitiva e o pensamento crítico dos usuários, afetando sua habilidade de discernir entre informações relevantes e triviais.


Desde sua popularização, especialmente impulsionada por plataformas como TikTok, o "brainrot" tem sido associado ao fenômeno do "doomscrolling" e ao estado crônico de estar online, onde a incessante busca por novidades pode se transformar em um ciclo vicioso de consumo de informações sem profundidade.


Pesquisadores e especialistas têm levantado preocupações sobre os efeitos a longo prazo do "brainrot" na saúde mental, destacando que o constante bombardeio de estímulos superficiais pode levar a uma diminuição na capacidade de processamento cognitivo e até mesmo contribuir para problemas de saúde mental mais sérios.


Enquanto o debate sobre o "brainrot" continua evoluindo, é evidente que o equilíbrio entre o entretenimento digital e a saúde mental é uma preocupação legítima para todos os usuários da internet moderna. À medida que exploramos as profundezas da cultura digital, é essencial considerar como nossos hábitos online moldam não apenas nossas experiências, mas também nosso bem-estar mental a longo prazo.


Fonte: CNN Brasil